PARQUE FAZENDINHA

DE LIXÃO A PARQUE

O PROJETO DO PARQUE POR MEIO DO PROCESSO PARTICIPATIVO

A construção do Parque Fazendinha se baseia em dois processos paralelos que se sustentam. Por um lado temos a transformação física do terreno, que se baseia em limpar o lixão e, seguindo o projeto desenvolvido a partir de um processo participativo, oferecer um espaço de lazer com a infraestrutura necessária para tal, criando acessibilidade, vitalidade, identidade e resiliência. Por outro, temos a clareza que desde o início este espaço deve ser ocupado e apropriado pela comunidade. Para isso, foi feito um programa de atividades baseado em arte e cultura, com o objetivo de ampliar a conscientização dos moradores em torno de questões como a importância do cuidado com o entorno e com o meio ambiente, o respeito e o trabalho coletivo, promovendo a cultura de paz dentro da comunidade do Jardim Colombo. Estes dois processos dependem um do outro. A transformação física não terá sucesso se este espaço não for adotado como próprio pelos moradores, ao mesmo tempo que essa ocupação do espaço não pode ocorrer sem a infraestrutura e o conforto necessários.

transformação física

No processo de ocupação do Jardim Colombo permaneceu livre uma área de aproximadamente 1.000m², com declive acentuado de 18 metros entre seu ponto mais alto ao mais baixo, conhecida entre os moradores como Fazendinha, e historicamente utilizada para descarte de lixo. O uso do espaço da Fazendinha para descarte de lixo revela o paradoxo de se ter uma área livre em um assentamento tão carente de espaços públicos ocupada por um uso inadequado, o que agrava as questões ambientais e de saúde pública.

evoluções

Os primeiros mutirões de limpeza foram realizados e no total, foram mais de 45 caminhões da Prefeitura Regional repletos de lixo, entulho e móveis retirados, o que permitiu a possibilidade de caminhar pelo espaço e com o passar dos dias a ocupação dos moradores no local. Atualmente a limpeza do terreno tem acontecido cerca de duas vezes por semana e o início do projeto sendo executado pelo Mauro Quintanilha e um morador da comunidade Paulo Balbino.

concepção do projeto

O projeto arquitetônico foi concebido a partir de uma análise dos resultados obtidos na oficina de processo participativo Fazendinhando, da interpretação dos sonhos e desejos dos moradores, além de um entendimento di uso do espaço durante o dia do Festival, primeiro contato dos moradores com o terreno em processo de transformação de lixão para parque, e por último, do uso do espaço nas semanas que sucederam o evento. Após esta análise, foi feito um diagnóstico das necessidades do espaço e em seguida foi traçada uma estratégia para o projeto do parque, sempre com base nos desejos e carências da comunidade.
A partir disso, o projeto do parque foi desenvolvido seguindo as premissas apresentadas aqui. O objetivo principal é que o desenho deste novo espaço seja resultado direto das necessidades e vontades daqueles que mais o frequentarão, criando um laço desde o início entre espaço e usuários. Se a execução deste processo tiver êxito, as chances deste parque prosperar serão muito maiores.

Baseado na análise da Oficina Fazendinhando em paralelo com a observação da apropriação do espaço tanto no dia do festival quanto nas semanas seguintes, as áreas do terreno foram separadas em cinco partes, visando a implementação de um desenho urbano e de atividades que unam os aspectos físicos da topografia com uso potencial que aquela área tem. Dessa forma, essas cinco áreas devem abranger diversas possibilidades para todas as idades, dependendo de sua acessibilidade, e para diferentes atividades ao longo do ano.

projeto arquitetônico

Ao final das três fases de implementação do Projeto Parque Fazendinha, será completada a conexão do alto do terreno até o córrego, gerando uma frente de contato com a água, e um fluxo de passeio, atividades, descanso e vivências. O projeto mantém uma identidade que visa trazer uma atmosfera de natureza e campo, como uma fazenda. A grama predomina ao longo do parque, e quando o concreto é usado, por necessidade de criar planos rígidos, são feitas pinturas mantendo os tons de verde e criando movimento e ritmo com formas geométricas irregulares. O mobiliário e os equipamentos são em tons mais quentes, que
remetem aos alimentos que eram plantados ali antigamente. No topo, uma estrutura em madeira mantendo a linguagem estética do projeto forma um pavilhão com vista para todo o parque e comunidade. O projeto cria, portanto, uma permeabilidade tanto física quanto visual das duas extremidades do terreno, ao mesmo tempo que gera um respiro no coração do Jardim Colombo.


Projeto desenvolvido pelas arquitetas Ester Carro e Veronica Vacaro.

ESPAÇO PERCEPTIVO: A OCUPAÇÃO DO PARQUE

OFICINAS E ATIVIDADES

O Parque Fazendinha tem potencial para se tornar um projeto de referência que promove um programa de atividades de qualidade envolve ativamente a comunidade. Este programa é baseado em arte e cultura, com o objetivo de ampliar a conscientização dos moradores em torno de questões como a importância do cuidado com seu entorno e com o meio ambiente, o respeito ou o trabalho coletivo. Sua programação cultural da Fazendinha tem como objetivo promover a cultura de paz entre os moradores do Jardim Colombo.
O Parque, mesmo durante sua transformação, promove uma diversidade de atividades culturais, esportivas e educativas para crianças, jovens, adultos e idosos, criando um espaço ativo constantemente. É organizado um evento principal a cada mês, que podem ser desde reuniões para conversar sobre algum tema até atividades mais elaboradas e organizadas como as descritas a seguir.

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